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Divulgados membros e suplentes eleitos para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos

Divulgados membros e suplentes eleitos para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos

Foi divulgada, na tarde desta quinta-feira (21), a lista de membros e suplentes eleitos para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que ocorrerá em Roma, de 4 a 25 de outubro deste ano, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O anúncio foi feito pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha. O cardeal foi nomeado, pelo papa Francisco, como relator geral deste sínodo em novembro do ano passado. A figura do relator geral tem um papel de mediador, sendo responsável por introduzir e sintetizar os assuntos expostos pelos bispos durante a reunião do sínodo. Os representantes do episcopado brasileiro foram escolhidos durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril deste ano. São quatro membros e dois suplentes escolhidos para representar o Brasil na Assembleia Sinodal. Os membros titulares são: Dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude; Dom Eduardo Pinheiro da Silva, bispo de Jaboticabal (SP), que já foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, no período de 2011 a 2015; Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente para a Comissão Episcopal para os Ministério Ordenados e a Vida Consagrada. Dom Jaime coordenou o processo de elaboração do documento sobre a formação sacerdotal aprovado na 56ª Assembleia Geral da CNBB. Dom Gilson Andrade da Silva, bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador, que exerce a função de bispo referencial dos Ministérios e Vocações no Nordeste3. O primeiro suplente é o arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), dom João Justino de Medeiros, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura; E o segundo suplente é o bispo auxiliar de Belém (PA), dom Antônio de Assis Ribeiro.
                                                                                                                                Morre José Marques de Melo, pioneiro na pesquisa sobre Comunicação e Igreja

Morre José Marques de Melo, pioneiro na pesquisa sobre Comunicação e Igreja

José Marques de Melo, jornalista e pesquisador brasileiro, morreu aos 75 anos nas primeiras horas da tarde de quarta-feira, dia 20 de junho, em seu apartamento, no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, vítima de um infarto fulminante. Marques de Melo é considerado o decano das Ciências da Comunicação no Brasil, em virtude da grande repercussão e alcance dos seus estudos na área de comunicação, bem como da sua notória capacidade de articulação e aglutinação. Também foi pioneiro nos estudos relacionados a compreensão da relação Igreja e Comunicação no país. O professor era natural da cidade de Palmeira dos Índios, município do estado de Alagoas.Nascido no nordeste brasileiro, Zé Marques, como era chamado pela sua esposa e companheira de mais de 50 anos, dona Maria Silvia, viveu a maior parte de sua vida na grande São Paulo. Foi na  capital paulista que ele iniciou sua carreira como docente nos cursos de comunicação de diversas universidades, dentre eles destaque para a Universidade Metodista de São Paulo, onde até o seu falecimento ocupava o cargo de professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social e Diretor Titular da Cátedra Unesco/ Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Das lembranças da cidade de São Paulo, Marques de Melo contava com satisfação dos esforços que empregou para contribuir com a reflexão da Igreja Católica sobre os meios de comunicação no período da Ditadura Civil Militar, que chegou a participar de um curso de comunicação para bispos que ocorreu em um hospital, com o intuito de despistar a vigilância militar da época. O professor foi um dos profissionais afastados no seu cargo na Universidade de São Paulo naquele contexto, como bem relata a professora Roseméri Laurino, no seu livro AI-5 na academia.   Comunicação e religião As contribuições do alagoano para o campo de pesquisa em Comunicação e Religião são inúmeros e vão desde os seus próprios escritos sobre a temática até a extensa lista de alunos que orientou na graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado dentro dessa perspectiva. A periodização proposta por Marques de Melo para a história da relação da Igreja Católica com os meios de Comunicação, tornou-se uma referência para os estudiosos de comunicação no Brasil e em outros países do mundo. O professor José Marques de Melo propôs uma nova maneira de compreender a trajetória percorrida pela Igreja Católica com relação aos meios de comunicação. Ela afirmava que partindo de um exame da história da comunicação da Igreja, numa perspectiva da História Social e da História das relações entre a Igreja e a Comunicação era possível identificar quatro fases bem definidas para essa relação: 1) Censura e repressão; 2) Aceitação desconfiada; 3) Deslumbramento ingênuo; e 4) Avaliação crítica. “Essas quatro fases indicam a caminhada da Igreja no seu relacionamento com a sociedade, na sua integração com o povo de Deus, na sua familiarização com as inovações tecnológicas, mas, sobretudo, na sua profunda transformação pastoral”, comenta o professor em seu clássico texto Igreja e Comunicação, publicado em 1985, como parte do livro Comunicação Igreja e Estado na América Latina como fruto XIII Congresso Brasileiro de Comunicação Social promovido da União Cristã Brasileira de Comunicação Social (UCBC). A UCBC foi uma das instituições na qual o professor Marques de Melo teve significativo trabalho. Ao lado da UCBC está também a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, popularmente conhecida como Intercom, da qual o professo foi presidente de honra e do conselho curador. A Associação Latino América de Investigadores de Comunicação (ALAIC), foi outra instituição criada com a participação do professor, que contribuiu em diversos países da América Latina para a fundação de suas associações cientificas no campo da comunicação.   Pesquisador e orientador Grandes nomes da pesquisa em comunicação no Brasil hoje foram alunos do professor José Marques de Melo. No bojo dos alunos orientados por José Marques de Melo, podemos destacar alguns do que seguiram o caminho da reflexão sobre comunicação e religião: Joana Puntel, Ismar de Oliveira Soares, Pedro Gilberto Gomes, Waldemar Luiz Kunsch, Nilvado Luiz Pessinatti e mais recentemente Ricardo Alvarenga. Para Joana Puntel, o professor deixa uma grande contribuição para o campo da comunicação. “Ele jamais morrerá no legado pessoal e de pesquisa que nos deixou. O amigo e mestre de sempre e para sempre”, comentou a religiosa paulina que foi orientanda do professor Marques de Melo e desenvolveu diversos trabalhos ao seu lado dentro do campo de comunicação e religião.   Contribuição à CNBB Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o professor contribuiu em diversos momentos, particularmente em cursos de comunicação para bispos e na reflexão e produção de conteúdos formativos para a ascendente Pastoral da Comunicação da Igreja no Brasil. Desenvolveu muitas ações na instituição ao lado do Frei Romeu Dale, um dos primeiros a trabalhar com comunicação na CNBB. A criação e o desenvolvimento da Conferência Brasileira de Comunicação Eclesial (ECLESIOCOM) também foi fortemente impulsionada pelo professor José Marques de Melo, que tinha como uma das suas principais características a abertura de novos campos de pesquisa. A conferência que estes ano foi descontinuada para dar origem ao Grupo de Pesquisa em Comunicação e Religião da INTERCOM, foi fundada na Cátedra Unesco de Comunicação pelo professor com o intuito de fomentar as pesquisas na área de comunicação e religião que até então careciam de um espaço sistemático para o compartilhamento de seus resultados e experiências no campo cientifico. A relevante trajetória de Marques de Melo foi reconhecida em diversas premiações e homenagens. Com destaque para o título de “Comunicador da Paz” em fevereiro de 2010, concedido pela Organização Católica Latinoamerica e Caribena de Comunicação (OCLACC), atualmente Associação Católica de Comunicação, Signis ALC, em reconhecimento ao seu compromisso e trabalho pela democratização da comunicação e a construção de contexto comunicativo mais justo no Brasil. Por Ricardo Alvarenga, doutorando, orientado pelo professor Marques de Melo, foto: liberdadeliberdade2)