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Comunicação

Toda comunicação tem mão dupla

Toda comunicação tem mão dupla

Poucas coisas evoluiram de forma tão rápida, tão complexa e tão profunda quanto as tecnologias ligadas à comunicação social. Depois da revolução das comunicações, iniciada nos séculos passados, seguiu-se velozmente a revolução da informática. No decorrer do século XX e início do século XXI, passos gigantescos foram dados no aprimoramento dos meios de comunicação em geral. Realizou-se plenamente o sonho do mundo como uma verdadeira “aldeia global”. Três aspectos destacam-se nessa evolução técnica galopante: a via dialógica de toda comunicação, o fato como acontecimento instantâneo e a relação de recíproco enriquecimento por parte dos comunicadores. A via dialógica faz parte de todo e qualquer tipo de comunicação. Esta tem sempre mão dupla, jamais única. Comunicar algo é necessariamente comunicar-se com alguém. O conteúdo daquilo que se comunica está entrelaçado, inextrincavelmente, com quem se encontra no outro lado da linha. Disso resulta que, na comunicação verdadeira, não há protagonista e destinatários. São dois autores que se relacionam entre si. Tanto que aquele que informa também se deixa informar e, inversamente, quem recebe uma informação também tem alguma coisa a dizer. Instala-se uma via de dupla direção que, de forma aberta, dinâmica e dialética, tende ao crescimento de ambas as partes. Da mesma maneira que todos somos ao mesmo tempo sede e água e que todos dispomos de um determinado tipo de saber – todos temos algo a dizer e algo a ouvir. Melhor ainda, o ouvir e o dizer se cruzam e recruzam, evoluindo progressivamente no ato mesmo de comunicar-se. Ambos se complementam, se interpelam e se fecundam durante a própria comunicação. Televisão, smartphone, internet – mas já desde o século XIX, com as ondas de rádio – os fatos tornam-se instantâneos,on-line, acompanhados ao vivo. A revolução das comunicações e sua evolução constante aboliram o tempo e o espaço. A distância e a demora deixam de ser obstáculos. As pontes não exigem pilares sobre a terra sólida. Navegam por outros vias! A velocidade das informações se mede por um toque na tecla do cumputador. Até mesmo conflitos, guerras, catástrofes e tragédias (ou sobretudo isso) são acontecimentos vistos e ouvidos contemporaneamente em qualquer parte do globo terrestre. Aqui podemos falar de um avanço e de um risco. O avanço está no fato de cada ser humano poder interagir com seu igual, em termos de compromisso e solidariedade. O risco é o de transformar a notícia em espetáculo, ou pior ainda numa espécie de  entertainment, a ser vendida como sensação e não fato real e concreto. No universo pós-moderno em que vivemos e atuamos, não faltam consumidores de sensações, ansiosos por algo sempre mais excitante para, entre outras coisas, fugir à monotonia e ao tédio cotidianos. Nos termos do método de educação de Paulo Freire, a comunicação estabelece uma relação mútua de ida e retorno. Ou seja, o comunicador não é aquele que possui as informações e as transmite a quem nada possui em troca. Se assim fosse, poderíamos falar de comunicação bancária, equivalente a educação bancária. Todos, em maior ou menor grau, somos comunicadores. Ou seja, as informações de um e outro não são melhores ou piores, e sim diferentes umas das outras.  Se, por um lado, determinado comunicador tem algo novo a informar às pessoas em geral, estas, por outro lado, também possuem novidades reais, interessantes e reciprocamente enriquecedoras. Justamente nisso está a riqueza: reconhecer que cada pessoa, grupo, povo, cultura e nação possui expressões e valores que engrandessem o patrimônio de toda a humanidade. Uma vez mais, na comunicação não existem, de um lado, os que detêm material a ser comunicado e, de outro, os destinátarios que apenas o recebem. Vasos comunicantes superam a ideia de gavetas estanques. Todos exercem o papel de protagonistas, na exata medida em que cada um dispõe de uma experiência a ser compartilhada, onde sonhos e esperanças, feridas e cicatrizes, se misturam e se fundem. Um passado vivido e vívido, sempre aberto no longo processo de aprendizagem. Em lugar de uma via unilateral de informação, a comunicação tende a desenvolver canais e espaços de encontro e de intercâmbio. De tal forma que toda a comunicação pode ser também processo de formação. Os diversos atores em jogo trocam experiências e saberes que tendem a um enriquecimento recíproco. Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – Roma 12 de junho de 2018
Divulgados finalistas dos Prêmios de Comunicação 2018 da CNBB

Divulgados finalistas dos Prêmios de Comunicação 2018 da CNBB

Foi divulgado, na última quarta-feira (13) os trabalhos finalistas do “Margarida de Prata” (Cinema), “Microfone de Prata” (Rádio), “Dom Hélder Câmara” (Imprensa), “Clara de Assis” (TV) e “Dom Luciano Mendes de Almeida” (Internet). As inscrições ficaram abertas de 3 de agosto de 2017 ao dia 31 de janeiro de 2018. Nesta edição, os interessados puderam fazer todo o fornecimento de informações online. Uma parceira da Comissão com a Agência GBA, de São Paulo, possibilitou que o processo de cadastramento fosse ágil e completo. Essa facilidade fez com que verificasse um aumento significativo de inscrições em todas as áreas. Neste ano, a Comissão faz uma experiência autorizada pelo Conselho de Pastoral da CNBB, o Consep, na qual as cinco Menções Honrosas serão concedidas a um dos finalistas que ganharem a simpatia dos internautas por meio de uma votação simbolizada pelas reações a um webcard de cada categoria que partirá de uma fanpage do Facebook. Serão também contabilizados como reações (votos) aquelas feitas no Instagram. A experiência será lançada na sexta-feira, 15 de junho, no site oficial da CNBB e funcionará a partir das 15hs e terminará no dia 30 de junho, as 23h59. Os Prêmios de Comunicação da CNBB serão entregues em cerimônia a ser realizada no dia 20 de julho, no auditório da TV Aparecida, durante o 6º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação. PRÊMIO “MARGARIDA DE PRATA” (Cinema) Categoria: Curta-Metragem Cine Rio Branco – Eudaldo Monção Rocha Júnior Boca de fogo – Luciano Pérez Fernández KIWXI – Memória, Martírio e Missão de Vicente Cañas – Cireneu Kuhn Categoria: Longa-Metragem A imagem da Tolerância – Rafael Rodrigues Codesseira Marcos Medeiros, codinome vampiro – Vicente Duque Estrada Em Busca do Sagrado – Monges Beneditinos – Geizom Sokacheski PRÊMIO “DOM LUCIANO MENDES DE ALMEIDA” (Internet) Categoria: Portal, sites e blog Webradio Coração de Mãe – Alexandre Francisco Batista Portal do Boletim Salesiano – Ana Cosenza Portal Católico Digital – Felipe Boni Alves Moreira Categoria: Iniciativas em Redes Sociais TVweb Franciscanos – Erika Augusto Silva TVweb Redentor – Agito Cultural – Raphael Luís Freire Silva Canal Youtube P. Reginaldo Manzotti – Geizom Sokacheski Categoria: Aplicativos Fazenda da Esperança – Lilian Cristini Soares Pereira Pastoral da Criança – Aplicativo Visita domiciliar – Vanuza Aparecida Santos Wistuba Aplicativo OSID – Elaine Mara Goes Franco PRÊMIO “CLARA DE ASSIS” (TV) Categoria: Reportagem Série Caminhos da Fé – Marcus Felipe Gouveia de Paula Brasil e Senegal – Nos braços da solidariedade – Isly Viana de Melo Ximenes Conflitos agrários no Brasil – Fabiano Villela dos Santos Categoria: Documentário Território De(s)marcado – Bianca Vasconcellos Negro no Brasil – Leandro Miranda de Sena Marcados pelo Sol – Manuela de Oliveira Castro PRÊMIO “DOM HÉLDER CÂMARA” (Imprensa) Categoria: Jornal Sozinhas – A história de mulheres que sofrem violência no campo – Ângela Bastos Fome volta a assombrar famílias brasileiras – Daiane Costa Cerco dos isolados – André Borges Categoria: Revista Aparecida no coração do Brasil – revista Ave Maria – Diego Monteiro Revista a Ordem – arquidiocese de Natal – Cacilda Cunha de Medeiros A porta do Céu – revista GPS – Paulo Henrique Pimenta da Silva PRÊMIO “MICROFONE DE PRATA” (Rádio) Categoria: Jornalístico A Culpa é do Estuprador – Rodrigo de Castro Resende No rastro da Baleia Azul – Isabela Zumba Mascarenhas Senra Gaspar Um pé de coaçú – meu lugar é minha história – João Djane Assunção da Silva Categoria: Religioso Programa Família Consagrada – Nathalia Silva Pinto Um Conto de Natal – Ariane Carolina de Campos Conhecendo os Salmos – Frei Mário Sérgio Categoria: Entretenimento Programa Acorda Brasil – Patrícia Diniz Ponto de Encontro – Ana Cristina Ribeiro Rosa Playlist Internacional – Rafael Augusto Costalonga