Ao Vivo
 
 
Siga ao vivo

Geral

                                IV Conferência Internacional para o Equilíbrio do Mundo se realiza em Cuba

IV Conferência Internacional para o Equilíbrio do Mundo se realiza em Cuba

A IV CONFERÊNCIA INTERNACIONAL PARA O EQUILÍBRIO DO MUNDO acontece em Havana, Cuba, entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2019.             Na "II Conferência Internacional com todos e para o bem de todos", realizada em janeiro de 2016, participaram cerca de 1.000 delegados de 56 países, e teve suas apresentações, painéis e reflexões publicadas em livro digital distribuídos em universidades e bibliotecas de vários países. Para o fórum de 2019, pretende-se repetir a mesma iniciativa.             Os participantes da Conferência de 2019 receberão certificados com créditos acadêmicos.          Serão debatidos os seguintes temas no Fórum: 'A importância do diálogo intercultural', 'O papel e os desafios dos novos movimentos sociais', 'A luta pela paz', 'A solidariedade como alicerce da convivência', 'A necessidade de deter a incessante destruição de ecossistemas vitais para a existência de nossa espécie' , 'Os riscos e as benesses do desenvolvimento tecnológico e científico', 'O acesso à educação e à cultura para o exercício dos direitos humanos básicos no século XXI', 'A luta contra todas as formas de discriminação (gênero, raça, credo, condição social etc) que legitimam a desigualdade e criminalizam a luta pela justiça social, 'O papel das organizações de defesa das mulheres na transformação social. O direito da mulher na sociedade', 'O papel da juventude, dos estudantes e das suas organizações e suas inserções nos processos de mudança da sociedade',  'As organizações religiosas. O ecumenismo e diálogo inter-religioso, sua contribuição à paz e ao almejado mundo para pessoas de boa vontade', 'Populações indígenas e minorias étnicas: a necessidade de políticas de inclusão e respeito face à exclusão e marginalização', 'A justiça como valor universal de paz', entre outros.             O programa científico da Conferência incluirá – além das comissões temáticas, onde se debaterão os assuntos propostos, intervenções especiais, painéis sobre questões de interesses internacionais, simpósio sobre bioética e desenvolvimento, fórum juvenil de amplo espectro, e outras modalidades de reflexão.             O Projeto José Martí de Solidariedade Internacional, apoiado pela UNESCO, foi criado em 2003, e aprovado pela Conferência Geral daquela organização. Conta com a parceria da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), e outras instituições internacionais de diferentes naturezas unidas ao Projeto, cuja direção é feita por um órgão colegiado integrado por mais de 30 renomados intelectuais de vários países, formando o Conselho Mundial. Do Brasil, participa Frei Betto, escritor e assessor de movimentos pastorais e sociais.   Informações adicionais e contatos: Comitê Organizador do evento: hpardo@cubarte.cult.cu  e jmarti@cubarte.cult.cu, Tel: (537)8382233/8382297/8382298, Fax: (537) 833981/ 8364756 Comitê Organizador – Calle Calzada no 803, entre 2 y 4, Vedado, La Habana, Cuba. Código Postal 10400.  Site: htpp://www.porequilibriodelmundocuba.com   Signis Brasil/Assessoria
A origem da violência

A origem da violência

A população vive assombrada com o fenômeno da violência. Muitos já se puseram em reflexão sobre a origem da violência. Segundo o relato criacionista, o ser humano foi criado à imagem e semelhança de seu Criador. O pai da Teoria da Evolução aponta para a evolução natural das espécies, ou seja, sobrevivem as mais fortes e adaptáveis. O slogan de Rousseau: “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe”. O filósofo inglês Thomas Hobbes afirma: “homo homini lúpus”, que significa: o homem é o lobo do homem. Enfim, muitas são as terias que buscam explicações para a origem do fenômeno da violência.  A filósofa Hannah Arendt, em suas obras, alerta para a falta de grandes estudos sobre o fenômeno da violência e a consequente banalização do conceito. Segundo a autora, a violência caracteriza-se por sua instrumentalidade, distinguindo-se do poder, do vigor, da força e, mesmo, da autoridade. A política constitui-se o horizonte de interpretação da violência, que não é nem natural, pessoal ou irracional. A violência contrapõe-se ao poder: de forma que onde domina um absolutamente, o outro está ausente. A reflexão de Hannah Arendt sobre violência fornece um referencial teórico, a partir da filosofia política, para entender o fenômeno na sua complexidade e amplitude. O seu pensamento funda-se num caminho de ação no campo da educação em vista de uma intervenção na realidade da violência social. Também aponta para a existência de uma educação que não efetiva o discurso e a ação, onde os sujeitos não são protagonistas e nem detentores de autonomia em seu agir, mas para uma educação que perpetua e reitera a violência dentro e fora dela. Para a filósofa Arendt, a violência e sua glorificação explicam-se pela severa frustração da faculdade do agir no mundo contemporâneo. Os seres humanos agem pelo impulso e se tornam irracionais, de modo violento. A violência, portanto, é uma atitude irracional. A ação se torna racional no momento em que a reação no curso de um conflito se transforma em ação e, no calor da emoção, reúne varias pessoas num mesmo grupo social para promover a cultura da paz. Na multidão, o ser humano sociável, por vezes, se sente isolado, sem nome, identidade, profissão, sexo e leis. As regras de comportamentos e condutas são negligenciadas. Entra em jogo a razão versus emoção. No calor da partida, toda a ação encontra validade para obter vantagem sobre o rival e instaurar a soberania e o poder. Vence o mais forte independentemente dos meios utilizados para alcançar os fins.  O Mapa da Violência 2016 mostra que, no Brasil, cinco pessoas são mortas por arma de fogo por hora, sendo 123 por dia. Ocorrem mais mortes por arma de fogo do que nas chacinas e atentados que acontecem em todo o mundo. Os homicídios, sequestros, estupros e diversas outras formas de violência ao serem traduzidos em números constituem a principal e a mais imediata preocupação para a população.  Porém, uma das causas encontra-se na violência institucionalizada pela corrupção, é o desvio dos recursos públicos, que enfraquecem as políticas sociais e marginalizam os pobres. Ao gerar exclusão e perpetuar desigualdades sociais, a economia produz a violência e morte, pois o maior número de apenados no Brasil são os pobres, de cor negra e com baixa escolaridade. Os pobres, ao se sentirem excluídos pelos governamentais, passam a ser presas fáceis do narcotráfico.    Por Judinei Vanzeto, jornalista