Durante o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAME) 2018, que está em curso em Brasília (DF), realizou-se o Seminário Internacional "A água como um direito humano e boas estratégias comuns e de resistência contra a privatização", e dele participaram várias organizações que atuam em defesa do direito à água.

 

Como uma declaração conclusiva do seminário, os participantes divulgaram na segunda-feira uma carta intitulada "Para a realização do direito humano e da natureza à água". O documento traz denúncias sobre a negação do direito à água e sugere possíveis formas de superar as situações de injustiça que afetam especialmente as populações nativas ao redor do mundo.



Na forma de uma queixa, a carta assinada por 14 organizações destaca que: 



 - Empresas e mercados, no Fórum Mundial da Água, assumem a água e estabelecem as modalidades de acesso e concretização dos direitos humanos à água e ao saneamento;

 

- Os Estados e a comunidade internacional, após oito anos da resolução da ONU, ainda não foram encarregados de definir formas de garantir o acesso à água como um direito humano;

 

- A agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não inclui o compromisso dos Estados de cumprir o direito humano à água e apenas propõe acesso à água por meio de um "preço acessível";

 

- Defensores dos direitos da Natureza e Humanos continuam sendo criminalizados, perseguidos e exterminados;

 

- Existem tantas violações do direito humano à água em todo o mundo e os responsáveis ​​permanecem impunes;

 

- Nas terras indígenas já demarcadas, não é garantido às comunidades o direito à natureza, especialmente a água. 



Confira a carta na íntegra aqui .

 

 

 

Signis Brasil/Signis ALC, com informações da Cáritas Brasil