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COP 22 debate sobre vigência do Acordo de Paris

COP 22 debate sobre vigência do Acordo de Paris

Está reunida na cidade de Marrakesh, Marrocos, a 22° Conferência Internacional sobre o Clima (COP 22). O evento, organizado pela ONU, acontece desde segunda-feira, dia 07, com a presença de 30 chefes de Estado e representantes de 196 países. Participam também industriais e ONGs. A principal discussão do encontro são os detalhes do Acordo sobre as Mudanças Climáticas, assinado em Paris no ano de 2015. Ele acaba de entrar em vigor e tem a finalidade de cessar o aumento da temperatura global em relação ao período pré-industrial. O oficial do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Theobald Vinciguerra, disse à Rádio Vaticano que “o Acordo de Paris é um texto muito geral, muitas coisas estão ainda a ser definidas e é precisamente o “como”, que está em discussão nestes dias”. Ele afirmou também que uma centena de países aprovou a convenção marco da ONU e o acordo em vigor, mas que há outras centenas de países que ainda não o fizeram. O desafio consiste, portanto, em "gerir duas velocidades, sem perder ninguém pelo caminho". Vinciguerra pontuou também que o mecanismo para conseguir evitar o aumento da temperatura global se chama ‘NDC'. A medida se refere à evolução tecnológica para as energias limpas, mudança dos transportes, diminuição ou remoção, reflorestamento. Uma série de iniciativas próprias que os países devem realizar por si, já que não existe padrão. A pergunta é como fazer com que a ‘NDC' aconteça nos mesmos moldes em todos os países e mirando metas ambiciosas. Cerca de 100 milhões de dólares em contribuições voluntárias serão destinados a essa causa. Centenas de ONGs estarão no encontro. Seu papel é incentivar esses trabalhos bem como os governos dos próprios países, além de realizar várias atividades adjacentes, conferências e seminários, propondo ainda uma reflexão sobre a fertilidade do solo na agricultura.   As religiões e o COP 22 – Há uma expectativa de um impulso ético e moral. Nesse quesito, entram as religiões. No COP 21, de Paris, a Santa Sé se baseou nos ensinamentos da “Laudato Si': não tanto em questões técnicas, mas pela ética e pela dimensão de justiça social. Outro tema foi a preocupação pela solidariedade e a justiça entre as gerações, o mundo deixaremos a elas.   RCR/SIGNIS ALC
Antártida terá maior reserva de conservação marinha do planeta

Antártida terá maior reserva de conservação marinha do planeta

A partir de dezembro de 2017, uma área de 1,55 milhão de quilômetros quadrados na Antártida terá proteção especial para a conservação da vida marinha. A decisão foi tomada, em uma reunião na Austrália, pelos países que integram a Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida, da qual o Brasil faz parte. Todos os países-membros da comissão concordaram com a proposta, feita pelos Estados Unidos e pela Nova Zelândia. A maior área de proteção marinha do mundo, localizada no Mar de Ross, vai limitar ou proibir totalmente algumas atividades para atender a conservação específica, a proteção do habitat, o monitoramento de ecossistemas e o manejo de pesca. Em 72% da área de proteção haverá uma zona de proibição total de pesca, enquanto outras áreas vão permitir a captura de alguns peixes para investigação científica. O secretário-executivo da comissão, Andrew Wright, lembrou que a decisão levou vários anos para ser tomada. “Alguns detalhes sobre a área de proteção ainda estão sendo finalizados, mas não há dúvidas sobre o estabelecimento da zona protegida e estamos incrivelmente orgulhosos de ter chegado a este ponto", disse Wright. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse, em nota, que a aprovação da proposta foi um progresso extraordinário e que não aconteceu por acaso, mas “graças a muitos anos de persistentes estudos, intensas negociações e diplomacia baseada em princípios. Aconteceu porque nossas nações entenderem a responsabilidades que partilhamos para proteger esse lugar único para as futuras gerações”, disse. A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida foi estabelecida por um acordo internacional em 1982, com o objetivo de promover a conservação da vida marinha no continente. Além da União Europeia, 24 países fazem parte da comissão: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, República da Coreia, Namíbia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Espanha, Suécia, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai. Com informações da Agência Brasil