Foi divulgado, na ultima quarta-feira (11), pela Agência de Refugiados das Nações Unidas (Acnur) um estudo sobre a imigração na Europa nos três primeiros meses de 2018.

O documento mostra uma redução de 74% de chegadas de refugiados e migrantes na Itália que aponta o controle das fronteiras e o perigo das travessias como fator para tal. Ainda segundo o documento, a quadra drástica está ocorrendo desde julho de 2017.

O estudo Jornadas Desesperadas aponta ainda que, cerca de 500 pessoas morreram ou desapareceram desde janeiro de 2018 nas travessias em direção à Itália e que a principal redução vem dos que partem da Líbia.

A Acnur destaca ainda que, os perigos nas travessias migratórias aumentaram.  Para se ter uma ideia, a taxa de mortalidade dos que cruzam a fronteira da Líbia aumentou de 01 para 14 pessoas comparado aos dados de 2017 onde a proporção era de 01 para 29 pessoas.

Porém, a questão que mais demanda preocupação é a condição de saúde com que chegam essas pessoas, geralmente em situação grave, com muita fraqueza, magros e com outros problemas de saúde.

Em contrapartida à redução de entradas de migrantes na Itália, o estudo revela que a Espanha tem sofrido um aumento de refugiados e migrantes em comparação ao ano de 2016. São cerca de 28 mil entradas de migrantes, um equivalente de 101% em 2017 e de 13% em 2018 com relação ao ano passado.

Os sírios são os que concentram o maior grupo de pessoas que atravessam as fronteiras terrestres da Espanha, seguidos dos cidadãos de nacionalidade marroquina e argelina.

A Grécia também observou aumento nas chegadas em mais de um terço entre maio e dezembro de 2017, com cerca de 24,6 mil pessoas.

O relatório completo foi disponibilizado pela Acnur em inglês e pode ser acessado clicando aqui.

 

Signis/Agência Brasil

Foto: ACNUR/Alessandro Penso